Marina Martins

SOBRE

Foto: Marco Costa

MARINA MARTINS

Violoncelista brasileira Marina Martins, é uma jovem artista que traz para o cenário da música uma intensidade emocional pautada pela sofisticação,  expressiva musicalidade e domínio técnico. Em 2018, venceu o concurso Jovens Solistas da OSESP – Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo e foi escolhida pelo júri para receber a Medalha Eleazar de Carvalho. Marina apresentou-se como solista em dois concertos na temporada de 2019 da OSESP.

Nascida em 1999 na Nova Zelândia, Marina iniciou seus estudos no instrumento aos três anos de idade. Aos cinco, mudou-se para o Brasil, país de origem de seus pais e, mais tarde, sempre em constante busca por desenvolvimento musical, viveu nos Estados Unidos, na Inglaterra e, por último, na Alemanha, onde está sob orientação do violoncelista holandês Pieter Wispelwey na Robert Schumann Musikhochschule em Düsseldorf.

Grandes músicos são assim: para além da disciplina cultivada, daqueles anos e anos de desenvolvimento técnico, mantêm uma naturalidade que parece vir de dentro da própria música. Ao mesmo tempo, têm algo de só seu, original e inconfundível. Marina Martins toca como Marina Martins da primeira à última nota, seja em que repertório for. Combina intensidade com discrição; e parece fazer tudo sobre um fundo de serena alegria, de um modo que agora fica associado a ela mesma. Com apenas 20 anos, já é uma das grandes solistas brasileiras. Pode-se bem imaginar o quanto ainda há de fazer na música, para nossa grande sorte.

Arthur Nestrovski, Diretor Artístico | Osesp - Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo

Essa rica experiência internacional fez dela uma violoncelista versátil, capaz de passear com naturalidade por diversos estilos, desde Bach à música erudita contemporânea, esculpindo sua intimidade com as culturas musicais do velho e novo mundos.

Entusiasta camerista, Marina tem sido frequentemente convidada para atuar em grupos de câmara com o spalla da Orquestra Filarmônica de Londres, Pieter Schoeman em Friedrichshafen, na Alemanha. A violoncelista também já se apresentou em locais de prestígio como Sala São Paulo e Mosteiro São Bento em São Paulo,  Wills Memorial em Bristol, Inglaterra, Lincoln Center, em Nova Iorque, Giovanni Arvedi em Cremona e Auditorium Manenti em Crema, na Itália. Outras apresentações que são destaque em sua carreira internacional aconteceram na Accademia Musicale Chigiana (Siena/Itália), Cremona International Music Academy and Festival (Cremona/Itália), Orford Music Festival (Quebec/Canadá), Musica Mundi International Chamber Music Festival (Waterloo/Bélgica) e NCI – National Cello Institute (Califórnia/EUA).

Ainda procurando se aprimorar, participou de masterclasses com protagonistas da cena musical internacional como Gary Hoffman, Gerard Caussé, Michael Kugel, Mark Churchill, Vladimir Perlin, Richard May, Leonid Gorokhov, Laurence Lesser, Wofgang Emanuel Schmidt e Antonio Meneses.

Marina, atualmente, apresenta-se com um violoncelo Gagliano (Nápoles, século XVIII), gentilmente concedido em empréstimo pela Robert Schumann Musikhochschule, Düsseldorf, Alemanha.